CBP 3 chega ao fim com emoção até o último segundo: relembre como tudo aconteceu

25 de março de 2022

Em final eletrizante, Fillipe e Victor seguraram a primeira colocação e levaram para casa 100 mil reais. Veja como a terceira edição aconteceu, etapa por etapa

Quase 25 toneladas de peixes e emoção a todo o momento! A terceira edição do campeonato brasileiro em pesqueiros da FISH TV vai ficar marcada na história da pesca esportiva. Mas o que ela teve de tão especial? Sua grande quantidade de peixes? As brigas mais emocionantes? A adrenalina na beira do lago? Para entender melhor, precisamos relembrar todas as etapas.

 

ETAPAS DE GOIÁS

O campeonato goiano em pesqueiros marcou, de uma forma muito intensa. Não apenas por ser o primeiro final de semana de disputa por uma vaga na final, mas por algo que dava para perceber antes mesmo da prova começar. No pesqueiro paraíso verde, em campo limpo de Goiás, uma cena se repetia com frequência: muitos e muitos casais estavam disputando e buscando a classificação.

Logo de cara, assim que começou a disputa do sábado, não deu muito tempo para que a primeira fisgada acontecesse. Com o calor do momento e todo o trabalho de ativação que foi realizado previamente ao campeonato, os peixes começaram a sair muito cedo. É preciso destacar alguns competidores das etapas goianas.

Como a belíssima prova de Lu e neto, casal que liderou grande parte da primeira etapa de Goiás. Com um show de sintonia entre os dois, Lu e neto fizeram a arena de pesca agitar. Mas com a mudança de raias, o casal acabou sendo ultrapassado e eles terminaram na terceira colocação. Porém, como o maior peixe da etapa foi capturado pela dupla campeã, abriu mais uma vaga.

Lu e Neto conseguiram a tão sonhada classificação, se tornando o primeiro casal a carimbar a vaga. Junto deles, Eli Fernandes e Waldiney, que ficaram em segundo lugar, com uma grande prova, também garantiram presença na final. Outra dupla destaque na primeira etapa goiana foi, obviamente, a dupla campeã. Com a maior soma geral e o peixe mais pesado do dia, (uma Pirarara de 32 quilos e 700), Emanuel e Geraldo foram imbatíveis!

O primeiro troféu de campeão de uma etapa desse CBP 3, estava em muito boas mãos! A primeira etapa goiana teve um total de 70 exemplares e mais de uma tonelada de peixes. Relembrando! Com exceção do campeonato paulista, que possuiu oito etapas, os campeões estaduais foram decididos por um simples critério: entre as duas duplas campeãs das etapas do final de semana, quem tivesse pego a maior quantidade de peixes, levaria o título. Ou seja, Emanuel e Geraldo, campeões do sábado, não estavam com o título assegurado.

O segundo dia de disputa surpreendeu a todos e, com certeza, merece destaque. Como a primeira etapa já teve muita ação e muitos exemplares, o dia de pesca começou devagar, com o peixe manhoso e difícil de capturar. Mas foi tudo uma grande ilusão.

O segundo dia de etapa goiana conseguiu superar o primeiro em números e, talvez até, em emoção. Com quase 70 quilos de peixe a mais que no dia anterior, a prova de domingo contou com vários temperos especiais. Uma forte chuva atingiu o paraíso verde e o que parecia ter prejudicado a pescaria, ajudou.

As águas que caíram do céu ativaram as águas do lago da arena e a prova foi um espetáculo. Mais uma vez os casais se destacaram. Márcio Arikado e patrícia Arikado deixaram todas as outras duplas para trás e venceram a disputa de domingo. Mas eles também pegaram mais peixes do que Emanuel e Geraldo, campeões da primeira etapa. Com isso, a primeira dupla campeã estadual do CBP 3 foi formada por um casal!

Além do título, eles também capturaram o maior peixe do domingo: um Tambacu de 28,280kg. Quem também mereceu muitos parabéns na segunda etapa goiana foram os grandes pescadores Jhonata Uhde e Maiquel, vice campeões, seguidos dos terceiros colocados, Adriano e Arthur, que também conseguiram a vaga para a final, já que a dupla campeã também capturou o maior peixe do dia.

O segundo dia de prova goiana contou com 81 exemplares e muita emoção em Goiás!

 

ETAPAS DE MINAS GERAIS

Uma das maiores competições de pesca da história do CBP! A arena do pesqueiro Unipesca esportiva, em Uberlândia-mg, deu um show à parte. As duas etapas do final de semana foram marcantes, mas é preciso dar ênfase para a primeira delas, disputada no sábado. Duas toneladas, 979 quilos e 190 gramas. Por 20 quilos, oitocentos e dez, a primeira etapa mineira do CBP 3 não atinge incríveis três toneladas!

Com esse número exorbitante de peixes, a prova ultrapassou a disputa realizada no parque Maeda em fevereiro de 2018, com duas toneladas, 491 quilos, e se tornou a etapa em que as balanças do CBP mais trabalharam em toda a história!

A primeira disputa de Minas Gerais desta edição somou incríveis 429 exemplares pescados. Com isso, ela também ultrapassou a prova do sítio três lagoas em novembro de 2019 e se tornou a etapa em que mais peixes foram pescados nas três edições do campeonato brasileiro. E a prova foi de total emoção. Com segundos de prova, ações já foram percebidas. Foi um piscar de olhos para vermos o primeiro peixe na balança.

Claro, como de costume, começamos a ver peixes pequenos e médios, já que são mais novos e com pouca experiência nesses momentos. Mas no CBP, passou de dois quilos, está valendo. E esses primeiros exemplares também fizeram toda a diferença na classificação final, mudando totalmente o psicológico da prova. Como muito peixe estava saindo, ninguém fazia ideia da classificação, o que aumentou a pressão e a adrenalina. Mas foi na metade do dia de prova que se começou a ter uma ideia das duplas que disputariam a ponta.

Pescadores conhecidos começaram a pressionar: Gláuter, o Robin, primeiro campeão brasileiro do CBP, por exemplo, estava pescando com seu parceiro Inácio, o Thor. Os dois capturaram uma Pirarara de 28,250kg com massa de fundo. A dupla subiu na classificação e garantiu o maior peixe do dia, além da vaga na grande final. Até o horário do almoço, Jedean e Silfarney lideravam a prova. Os dois fizeram uma grande pescaria, até o fim. Capturaram 17 peixes, somando mais de 137 quilos!

A dupla ficou com a vaga pra final e a medalha de vice-campeões. Mas Markim da lua e Rafael Silvério pescaram incríveis 211 quilos e 50! O show dado pela dupla, com 33 exemplares capturados marcou a história do CBP! Merecidamente, Markin e Rafa Silvério asseguraram o seu lugar na grande final com uma prova espetacular! Em determinado momento, a dupla conseguiu capturar 7 peixes em 15 minutos!

O segundo dia de disputas não quebrou recordes, mas se engana quem pensa que foi um dia fraco de pescaria. Era óbvio que alcançar os números de sábado, principalmente um dia depois do ocorrido, era quase impossível. Mas os competidores não estavam preocupados com números e sim, determinados em aproveitas tudo que a arena tinha a oferecer.

Antes da prova, fortes chuvas e os ventos gelados assustaram. Com capas de chuva, os competidores se preparavam para o início de mais uma grande prova.

O domingo não começou como o dia anterior, mas logo os peixes apareceram. A chuva foi passageira, mas o vento continuou, apesar de mais fraco. E quem deu as caras primeiro foram as belíssimas Pirararas do Unipesca, que chamaram a atenção dos competidores.

A maior do domingo tinha 27 quilos, 660, capturada no fundo com mortadela pelo Sergim e pelo Gláuter, o Robin, de novo! Dois dias seguidos pegando o maior peixe da etapa. Dessa vez, só mudou o parceiro. Que grande final de semana para ele!

Quem também garantiu a vaga, com a vice colocação do domingo foi Kleiton e Muller. Mas a dupla destaque da segunda etapa mineira era formada por Flavinho e Tadeu, que ficaram em terceiro lugar no sábado. A vaga que tinha escapado no primeiro dia, veio com o troféu de campeão da etapa, com 81,400kg. Destaque para os últimos trinta minutos de prova da dupla, que pescou dois Tambacus, garantindo o troféu.

 

ETAPAS DO PARANÁ

Em duas provas acirradas, o grande destaque foi o estilo de pesca paranaense, focado nas carpas-cabeçudas. Mais voltados aos molinetes, a grande maioria dos pescadores optou por essa modalidade. Foram duas etapas que tiveram as suas dificuldades, e em função da mudança climática no meio da semana que antecedeu a prova, não foi a vez dos peixes redondos. Porém, como a maioria estava de olho nas carpas, elas apareceram e dominaram!

As Pirararas também foram para as balanças, mas um dos fatos centrais desse CBP também aconteceu no campeonato paranaense: pela primeira vez na história da competição, uma dupla formada por duas mulheres pescadoras conseguiu a classificação para a finalíssima! No primeiro tempo da etapa de sábado, a água em 24 graus não estava ajudando para a produtividade já conhecida do pesqueiro Valle Verde.

Com as chuvas recentes e a queda de temperatura, este foi mais um fator a ser combatido pelos pescadores. No terceiro tempo de prova foi que a classificação começou a embolar. Com as trocas de raias, o top 10 mudou completamente. Às duas e 50 da tarde, Tiago e Pablo capturaram uma carpa-cabeçuda na boia com massa. O belo exemplar, de 8,380kg, pode não ser dos maiores, mas foi o maior do sábado e trouxe o troféu para os dois. Com isso, a dupla já garantiu a vaga para a finalíssima com o maior peixe.

Rafael e Rodrigo, que pegaram cinco carpas-cabeçudas ao total, com 28 quilos, 520, assumiram a liderança. Apostando na boia com pastilha e massa, a dupla até conseguiu manter a boa pescaria, mas não foi possível segurar o topo: os dois acabaram em segundo, mas com a classificação para a grande final! No último tempo do sábado, como de costume, a classificação continuou mudando. Com o temporal que se instalou em Mandirituba-PR, a prova deu uma pequena travada, mas a disputa continuou.

Podemos dar destaque a um fato curioso: no sábado, ao final de todos os quatro tempos de prova, a liderança foi ocupada por duplas diferentes. Isso só mostra o quão acirrado foi esse grande CBP! Para se ter uma ideia, a diferença da dupla campeã do sábado, para a dupla vice-campeã, foi de 140 gramas! Sim, 140 gramas! Com cinco carpas-cabeçudas e 28 quilos, 660 somados, Alexandre e juliano assumiram a liderança faltando 20 minutos para o fim da primeira etapa paranaense e não saíram mais. O show dado pela dupla ficou marcado na história do CBP paranaense. Eles souberam usar a paciência e a melhor técnica para carimbar a vaga para a final no parque Maeda.

No segundo dia de prova paranaense, a tensão continuava, mas os pescadores pareciam estar menos receosos com o que iriam enfrentar. Mais uma vez, a maioria fez a aposta direta: carpa-cabeçuda. No top 10 final do domingo, por exemplo, apenas as duplas que ficaram em quinto e em sétimo pegaram outras espécies de peixe. Podemos dizer que na arena do Valle Verde, nove em cada dez pescadores estavam decididos a praticar essa modalidade. Quanto à classificação, o domingo foi o oposto do sábado.

Enquanto na primeira etapa tivemos sempre duplas diferentes liderando nos quatro tempos, no segundo dia de disputa uma dupla se sobressaiu deste o início. Com poucos minutos de prova, Luiz Henrique e Jonathan já fisgaram a primeira cabeçuda do dia. Pega na modalidade boia com pastilha, eles perceberam que esta seria a chave para o sucesso.

A parte da manhã foi tão boa e produtiva que, dos seis exemplares capturados, cinco foram pegos antes do horário do almoço. Esse feito segurou a dupla no topo da classificação e às 15:17h, eles conseguiram mais uma, a última do dia, de 5,260kg. Apesar de não ser um dos maiores exemplares, esses cinco quilos foram o suficiente para garantir o título da etapa e, consequentemente, com a somatória de 34 quilos e 60, o título paranaense em pesqueiros!

Mas, apesar do título, tivemos outros grandes destaques. Por exemplo, no terceiro tempo, a belíssima carpa albina de Furla e Maria Furlaneto chamou a atenção dos competidores. E no quarto tempo, faltando quinze minutos para às cinco da tarde, Claudio e Paulo Sérgio capturaram um bom exemplar: carpa-cabeçuda de 10 quilos, 820, na boia com pastilha. O feito fez a dupla ultrapassar o, até então, maior peixe de rodrigo e Eli.

Com isso, Claudio e Paulo Sérgio também garantiram vaga para a disputa dos 100 mil reais. Mas como tem coisas que só acontecem no CBP, um dos momentos mais marcantes e emocionantes ficou para o final da prova, no sentido mais literal possível. A dupla formada por Kamila Biguá e Marcelia, que havia pego cinco peixes no total, não estava nem no top 3. Mas, como é CBP, elas ainda estavam na disputa.

Com o final da prova se aproximando, muitos acreditavam que era muito difícil uma classificação. Porém, esqueceram da força da mulher na pesca esportiva! E, no roteiro mais incrível que poderia se imaginar, a dupla fisgou um belo peixe segundos antes de tocar o sinal de fim da prova. Como está na regra, se a prova terminar com peixe engatado, o competidor pode retirar o peixe e pesá-lo na balança, normalmente.

A briga foi bonita, emocionante e às 17:32h a balança registrou o último peixe do Paraná: uma carpa-cabeçuda de 5 quilos, 940! Com isso, Kamila e Marcelia são a primeira dupla da história, formada só por mulheres, a garantir a vaga na grande final de um CBP! Kamila e Marcelia marcaram os seus nomes na pesca esportiva!

 

ETAPAS DE SANTA CATARINA

Conhecida pela sua produtividade, a arena do pesqueiro sítio três lagoas era, até a segunda edição do CBP, a prova em que mais exemplares tinham sido pescados. Com um histórico como esse, o que era esperado pelos pescadores, com toda a certeza, era uma prova marcante com muita movimentação. Mas a dificuldade apareceu. Nenhuma prova do CBP é fácil, e é justamente isso que incendeia as arenas.

Não é à toa que é do CBP que saem os melhores pescadores do brasil. E a primeira etapa de Santa Catarina começou assim: peixes tímidos e poucas ações. Como o primeiro tempo da primeira etapa não foi tão bom, os pescadores começaram a procurar soluções para tirar o atraso. Nesse momento, dois dos três classificados para a final não estavam nem entre os dez primeiros colocados.

A prova disputada e com peixes médios, deu a Diego e Judiney a vaga para a grande final ao pescarem o maior exemplar do dia: um Tambacu de 13 quilos, 860. Uma história curiosa veio da dupla vice-campeã. Eles foram a prova viva de que persistir e acreditar aumentam muito as chances de sucesso. Nos três primeiros tempos da etapa de sábado, Ivan e márcio tinham pego apenas um peixe! Sim, um único exemplar de 5 quilos e 40. E contrariando todos que acharam que eles não tinham mais chances, a dupla capturou nove exemplares no último tempo de prova, a maioria direto na linha.

Essa reviravolta levou Ivan e márcio para 61 quilos, 280, os deixando na segunda colocação geral e dando a vaga para os dois! Já a dupla que terminou o sábado em primeiro lugar, fez uma grande prova, com 66 quilos e 980. Isidoro e Marcelo mostraram, desde o início, que tinham ido para Joinville com um único objetivo: o topo! Mas como falamos no início, ninguém vem para o CBP por brincadeira. Garantir uma vaga para a final é algo indescritível, segundo os pescadores classificados, mas isso não significa que você vai disputar as outras etapas sem se preocupar com a prova. Thor e Robin, o Inácio e o Gláuter, sabem bem disso.

Com a vaga garantida para a final, a dupla chegou até a arena de Joinville querendo mais: Thor queria o bicampeonato catarinense consecutivo e Robin queria mais uma vaga na final para a sua coleção. Em meia hora de disputa, o primeiro exemplar da dupla foi capturado: um Tamba de 8,260kg. Mas isso foi só o aquecimento.

A partir daí, mais peixes foram pegos pelos dois pescadores, o que os levou, logo na segunda bateria de prova, para a primeira posição. No terceiro tempo muita coisa aconteceu. Por exemplo, o maior peixe do dia. Às três e vinte e três da tarde do domingo, as balanças registraram um Tambacu de 13 quilos, 620, capturado por Daniel e Tatiane.

O feito levou os dois para a grande final. E como o título foi vencido por uma dupla que já estava classificada, mais uma vaga foi aberta. Assim, domingos e Guilherme, que capturaram sete exemplares de Tambacus, totalizando 58,880kg, agradeceram a Thor e Robin e comemoraram muito a vaga para a final no Maeda. Com 60 quilos e 720, Fabrício e Jacky são mais um casal que disputaram o prêmio de 100 mil reais! A dupla chegou ao fim do segundo dia de provas catarinenses com nove Tambas, todos pegos com massa de fundo. Mas no domingo, nenhuma estratégia era capaz de derrubar a experiência de Gláuter e Inácio. Os dois pescaram demais e saíram em disparada no primeiro lugar!

Com 15 Tambas, a dupla somou 95 quilos, 190 e chegou ao topo, sem nem dar chance aos demais adversários. Gláuter e Inácio foram os grandes campeões catarinenses do CBP 3! Com um total de uma tonelada, 297 quilos e 820 gramas, o segundo dia de disputa mostrou a força que a arena catarinense tem! Os dois dias somaram um total de duas toneladas, 79 quilos e 780 de peixes!

ETAPAS DE SÃO PAULO

Por quatro finais de semana, o parque Maeda ficou lotado de pescadores em busca de sua classificação. Mas a adrenalina não ficou reservada apenas para as etapas finais, muito pelo contrário. Desde a primeira fase de disputa, o CBP de São Paulo já deu show. Somando as duas primeiras etapas, tivemos um total de 4 mil duzentos e seis e 380 quilos de peixes! Mais de quatro toneladas em apenas dois dias!

Mas, por mais incrível que pareça, tiveram momentos que chamaram mais a atenção do que, propriamente, a quantidade de peixes. Nas etapas 1 e 2 de São Paulo, tivemos mudanças na ponta da tabela nos últimos minutos. Mais precisamente, mudanças após o encerramento da prova! No primeiro dia, os Tambacus tiveram destaque, como sempre, mas logo pela manhã, os olhares da arena se voltaram para a dupla Cesar Okazaki e Henrique, que apresentaram uma bela briga com um pirarucu.

Depois de muita técnica, paciência e determinação, foi para balança o pirarucu de 40 quilos e 700, se tornando o maior peixe do dia e de todo o campeonato! Mas a grande disputa do dia, com certeza, foi de Lucas e Richard contra Piovesan e Dudu do Brasil! Com dez Tambacus pescados, Piovesan e Dudu estavam focados em manter a liderança e garantir o título da etapa. Com 88 quilos, e 360 de peixe, eles estavam com quase dez quilos a mais que Lucas e Richard. Mas faltando 6 minutos para finalizar a prova, Lucas apostou no minhocoçu e boia e retirou da água um Tambacu de 15 quilos e 300, levando a dupla para a liderança da competição. Em 6 minutos, Dudu do brasil e Piovesan precisavam de um peixe de 6 quilos para garantir o lugar mais alto do pódio. Então, fizeram sua última tentativa.

Quando os alto-falantes do tanque 7 começaram a contagem regressiva, Dudu sentiu a ação e fisgou o exemplar! A prova foi finalizada, mas o peixe de Dudu ainda estava valendo. Depois de uma bela briga, veio o Tamba de 12 quilos, 260 às cinco e 33 da tarde. Três minutos após o término da prova! A cena da dupla comemorando entrou para a história do CBP. Já no domingo, a prova mostrou, mais uma vez, a força da mulher na pesca esportiva. Por exemplo, no fim da disputa, às cinco e 26, a dona Carmem, de 71 anos, pegou o primeiro peixe do dia! Com uma grande briga e ajuda de outros competidores para retirar o animal da água, a dona Carmem deu um show e capturou um pirarucu de 40 quilos, 460!

O segundo maior peixe do campeonato! Já a disputa pelo título foi acirrada. Mais uma vez, o CBP mostrou que a pesca entre casais é garantia de vitória! Em uma boa parte da prova, Karina e mauro estiveram na liderança. Ao total, eles pegaram 17 Tambacus. Outro casal de destaque, era o casal formado por patrícia Arikado e Márcio Arikado, atuais campeões goianos do CBP, que disputavam as primeiras posições com Karina e Mauro. Como Márcio e Patrícia já estavam classificados, a dupla que ficou em terceiro garantiu vaga na finalíssima. Essa dupla é formada por Adan Santos e Marcelo, que contavam com uma grande torcida ao redor da arena e nas redes sociais da FISH TV.

Na disputa dos casais, na somatória, Márcio e Patrícia pescaram 194 quilos e 60, contra 186 quilos, e 800 de Karina e Mauro. Com isso, eles se tornaram campeões da segunda etapa paulista do CBP. O que ninguém sabia na época é que nas seis etapas posteriores, ninguém conseguiria alcançar o casal.

Concluindo então: Márcio e patrícia Arikado são os campeões paulista do CBP 3! Pela primeira vez na história, temos uma dupla bi campeã estadual dentro da mesma edição! As outras etapas continuaram acontecendo e mantendo o alto nível. Na terceira paulista, as ações começaram cedo. No primeiro arremesso, alguns pescadores já fizeram suas capturas.

Logo nos minutos iniciais, as balanças já começaram a trabalhar. No primeiro tempo, a dupla Alex e Bartoli capturou um pirarucu de 39 quilos, 260, na salsicha. A pesagem deste exemplar levou os dois para a ponta da tabela. E este foi o único pirarucu que deu as caras no final de semana. Com isso, Alex e Bartoli levaram para a casa o troféu de maior peixe do dia e garantiram a vaga para a grande final! Mas quem se destacou mesmo foi William e Fer Battani, que apostaram no minhocoçu, isca que se destacou demais no tanque 7.

Na segunda pausa do dia, a dupla já ocupava a segunda colocação e Eduardo Leite e Alexandre, primeiros colocados até então, viam a liderança ameaçada. Mas ao final da penúltima bateria, William e Fer subiram para primeiro lugar e não saíram mais! A dupla pegou mais três Tambacus no minhoco, somando 150,370kg de peixes e garantiram a vaga para a finalíssima com o primeiro lugar! Em segundo, também conseguindo a vaga para a final, ficou Eduardo Leite e Alexandre, com 110 quilos, 410.

Já no domingo, quarta etapa, o peixe ficou um pouco mais tímido. Mas nada disso tirou o brilho da prova e as quase duas toneladas de peixes capturados. Agora, falando das duplas, precisamos dar ênfase para uma que marcou a história deste campeonato. Lu e Manu, mãe e filha, arrebentaram na pescaria. Manu deu um show! Com apenas 11 anos, já tem todo o jeito de pescadora e tirou grandes exemplares da água. Sete peixes.

E com os outros dois peixes pegos por Lu, a dupla lutou bravamente pela vaga, mas terminaram na quarta posição. A partir daí, seis pescadores começaram a ganhar destaque e a ter a tensão e adrenalina caminhando junto. Marcelo e rodrigo, André e Edson, e Eduardo e Marcelo, começaram uma briga fantástica nas balanças. Marcelo e rodrigo estavam inspirados e pegaram 91 quilos, 460k. Isso levou a dupla para a terceira colocação, o que não estava trazendo a vaga para a final, mas Eduardo e Marcelo capturaram um belo Tamba de 19,160kg.

Um ótimo peixe e o maior do dia! Eles levaram para casa o troféu de maior peixe do dia, o título da quarta etapa e abriram a última vaga para Marcelo e Rodrigo! Quem também conseguiu vaga foi André e Edson, com incríveis 115 quilos, 630.

A etapa de número cinco foi recebida por uma chuva torrencial, permanecendo por alguns minutos no parque. A oxigenação da água começou bem baixa e, quando aumentava, voltava a descer pouco tempo depois. Essa oscilação deu uma leve travada na prova. Em alguns momentos, conseguíamos ver cenas pouco prováveis para o tanque 7: minutos e minutos de prova com pouco peixe saindo. A dificuldade fez muita dupla entrar e sair do grupo dos dez mais. Às 11 e 13 da manhã, as balanças computaram o peixe que mudou todo o destino do campeonato. Um Tambacu de 18 quilos, 780.

O peixe fisgado por Fernando Marino, o Fema, e a Kathlyn, levou a dupla para a grande final com a vaga pelo maior peixe da etapa! No terceiro tempo de prova, uma dupla também começou a aparecer para o jogo. Ricardo e caio santos, em praticamente uma hora, capturaram seis exemplares de Tambacus.

Somando com um outro Tamba e um Matrinxã pegos pela manhã, totalizaram oito exemplares. A dupla acabou indo para a liderança ao fim do terceiro tempo. Mas o quarto tempo impecável da dupla campeã conseguiu fazer a diferença. Ricardo e caio foram ultrapassados nos últimos trinta minutos de prova, mas conseguiram garantir a vaga para a grande final com a vice posição! A dupla que os ultrapassou é formada pelos pescadores Wagner e Lucas, que haviam pego só um Tamba no início da tarde.

Quando o quarto tempo começou, os dois mostraram para o que vieram nesse CBP 3 e seis Tambacus foram pegos, todos com minhoco e alternando a modalidade em boia cevadeira, boia torpedo e boia. 83 quilos, 740 no total, ficando 14 quilos a frente de Ricardo e Caio. Depois de uma bateria brilhante, Wagner e Lucas, pai e filho, se tornaram campeões da quinta etapa e também disputaram os 100 mil reais na grande final.

O domingo começou agitado na arena de pesca, e terminou da mesma forma. Com 150 exemplares e um total de uma tonelada, 549 quilos e 410 de peixes pescados na etapa 6, o final de semana se encerrou com muita emoção. E isso não quer dizer apenas a respeito da adrenalina da pesca esportiva, mas sim do coração não aguentar de alegria e o choro ser marca presente para os classificados.

O maior peixe do dia saiu antes do intervalo de almoço. Às 11 e 41 da manhã, aconteceu uma daquelas brigas de tirar o fôlego! Com muita paciência e foco, Newton Koeke e Serginho deram um show de parceria. Os competidores correram para pesar o exemplar, um Tamba de 19 quilos, 120! Eles levaram o prêmio de maior peixe da etapa de domingo! Toda a sexta etapa foi muito emocionante, mas, especificamente, a briga pelo título foi de brilhar os olhos de todos os apaixonados por pesca.

Anderson Biguá e Alex fizeram uma grande etapa, com nove Tambas e um pacu. Faltando 15 minutos para encerrar a prova, eles capturaram seu último exemplar e encostaram na dupla líder, mas não a ponto de ultrapassá-los. Com um total de 106 quilos, 980, Anderson e Alexandre garantiram o segundo lugar e também vão em busca dos 100 mil reais do CBP 3! Após o anúncio, a dupla se emocionou demais e os pescadores ligaram para seus familiares através de chamadas de vídeo.

Mas apesar do grande esforço de Alex e Anderson, o título também foi muito merecido. Adão Santos e roberto fizeram do domingo de pesca um dia marcante! A pescaria quase perfeita da dupla, com 110 quilos e 770, garantiu a ponta da tabela para os dois. Dez Tambacus deram o troféu de primeiro lugar para os pescadores destaques do dia! A terceira edição do campeonato brasileiro em pesqueiros da FISH TV deu adeus às etapas classificatórias em grande estilo.

As etapas 7 e 8 de São Paulo encerraram as vagas para a finalíssima. Com grandes pescadores já conhecidos do CBP, a sétima etapa foi muito agitada e emocionante.

O que deu para perceber, foi muito pescador já classificado, ficando entre os dois primeiros! Adan santos, por exemplo, já estava com vaga assegurada. Porém, neste dia, Adan pescou com outro parceiro: márcio José. E os dois pescaram demais! Na etapa de sábado, nenhuma dupla pegou mais peixe do que os dois: 11 exemplares.

A diferença entre Adan e márcio para a dupla campeã foi de apenas dois quilos e meio. A grande prova da manhã levou a dupla para brigar no topo! Às cinco e 28, faltando dois minutos para a prova terminar, márcio pesou o último peixe do dia! O Tamba de 11 quilos e 760, que colocou a dupla em segundo!

Assim, Adan santos, já classificado, ajudou a classificar o seu novo parceiro, márcio! Os grandes campeões da etapa de número sete começaram a aparecer mais no segundo tempo de prova. Na raia trinta, considerada uma boa raia no tanque 7, Alex Reis e Marcelo acharam uma sequência incrível de cinco peixes.

O feito levou os pescadores para o topo. Dos nove exemplares capturados pela dupla campeã, seis foram pegos antes do fim da segunda bateria de prova.

E um pouco antes das cinco horas, a dupla formada por Marcelo e Alex pesou seu último peixe: um Tambacu de 14 quilos, 180, pego na boia cevadeira com anteninha. A soma de Alex e Marcelo ficou em 116 quilos, 380! Nenhuma outra dupla conseguiu alcançá-los e os 116 quilos deram o título da sétima etapa paulista para os dois! Quem também conseguiu vaga foram os pescadores que capturaram o maior peixe do dia: um Tambacu de 22,380. No domingo, a última etapa começou quase que em silêncio.

Imagine só a tensão e a adrenalina nos momentos que antecederam a oitava etapa paulista. Com grandes pescadores, uma dupla começou a se destacar: Noni e Inácio. O Thor, já classificado, pescou no domingo com uma dupla diferente e prometeu fazer de tudo para poder classificar o amigo. Dito e feito! Os dois capturaram 11 exemplares e desses, dez foram capturados no período da manhã! Mais um peixe de 7 quilos e eles se tornariam os campeões da última etapa classificatória. Porém, como a tarde não foi tão produtiva quanto a manhã, Inácio conseguiu ajudar o amigo Noni a se classificar para a final com a vice colocação!

O último tempo do domingo contou com uma briga insana entre os seis primeiros colocados. Como de costume, quem estava nas raias do canto, se destacou. Por exemplo, Filipe e Victor. Faltando uma hora e meia para acabar a prova, eles tinham pego apenas três exemplares e estavam muito longe de conseguir uma classificação. Mas no fim de prova eles deram um show e a partir desse horário, conseguiram capturar 10 exemplares, se tornando a dupla que mais pegou peixe! Na soma, eles ficaram na terceira posição geral, mas como a dupla campeã da última etapa já estava classificada, mais uma vaga se abriu!

Sobre o maior peixe da etapa, Anderson biguá, já classificado, e Du Valentim pesaram um Tamba de 19 quilos, 550 às duas e 38, pego com minhoco na modalidade boia cevadeira. Então, Du também conseguiu a vaga junto ao seu parceiro Anderson. Mas os campeões da última etapa paulista foram Markim da lua e Rafael Silvério! Os atuais campeões mineiros voltaram ao parque Maeda, já classificados para a final, para curtirem os últimos momentos de pescaria no tanque 7. Com 10 exemplares no total, sendo 8 Tambas e dois Matrinxãs, eles somaram 117 quilos, 130 quilos de peixe no domingo.

A prova foi muito disputada, mas não ao ponto de alcançarem a dupla. No último minuto de prova, às cinco e 29, rafa pesou um belíssimo Tambacu de 18,540kg, pego com fígado na boia. O exemplar deu o troféu da oitava etapa para a dupla! As etapas classificatórias deste CBP não poderiam terminar de um jeito mais emocionante!

 

A GRANDE FINAL!

Depois de tanta emoção percebida nas etapas classificatórias, a finalíssima da terceira edição do CBP não poderia ter sido diferente. 48 duplas se encontraram no tanque de engorda do Parque Maeda, em Itu-SP para a disputa dos 100 mil reais. A prova, realizada no sábado, dia 19 de março de 2022, começou com o sol aparecendo e a temperatura chegando perto dos 30 graus. Mas era dentro da arena de pesca que a temperatura subia ainda mais.

Logo de início, algumas duplas conhecidas já apareciam entre as dez primeiras colocadas. Duplas como Newton e Serginho, Diego e Judiney, Adan Santos e Marcelo, Alex e Bartoli e Glauter e Inácio estavam apresentando um bom dia de pescaria, no momento mais importante de todo o CBP 3.

Ainda no primeiro tempo Diego e Judiney subiram na classificação com o maior peixe até o momento, uma Pirarara de 17,920kg. Mas segurar a boa posição na tabela era uma tarefa nada fácil, visto a quantidade de grandes pescadores nos arredores do tanque.

Ao fim do segundo tempo, um fato chamou a atenção. Adan Santos e Marcelo lideravam, mas o que separava os dois dos vice-colocados (Eduardo Leite e Benedetti) eram, apenas, 70 gramas! Inclusive, as duplas que se encontravam em primeiro, em segundo e em terceiro lugar, estavam todas com 25 quilos de peixe pescados. Mudava, unicamente, poucos gramas um para o outro.

No início do terceiro tempo, podemos dizer que um único peixe separava uma dupla que não estava nem no top 10, para a primeira posição. Se um pescador, que ainda não tivesse pego nenhum peixe, conseguisse capturar o maior exemplar do dia, o título poderia vir.

E foi durante o terceiro tempo que muita coisa aconteceu. Em um dos momentos mais movimentados de toda a final, alguns bons pescadores começaram a aparecer e a se destacar. Dentre estes, podemos destacar Fillipe e Victor, Flavinho e Tadeu e Rodrigo e Pedrinho. Dos outros pescadores que já estava disputando as primeiras colocações, Eduardo Leite e Benedetti lideravam, enquanto Adan Santos e Marcelo foram para a quarta colocação geral e Newton e Serginho caíram para a décima posição.

Mas foi no último tempo de prova que começou uma briga insana pelos 100 mil reais! Fillipe e Victor assumiram a ponta, seguidos de Benedetti e Eduardo, Markim da Lua e Rafa Silvério, Flavinho e Tadeu e Adan Santos e Marcelo, que chegaram a liderar boa parte do fim da prova.

Faltando cinco minutos para o final do CBP 3, Fillipe e Victor deram uma leve disparada no topo e, agora, eram seguidos pelos grandes Adan Santos e Marcelo, com Benedetti e Eduardo ainda sonhando com a classificação.

O maior peixe da final foi pego por Claudio e Paulo Sério: 25,280kg. Mas com a adrenalina de final de prova, a tabela de classificação não teve mudanças muito marcantes.

Com isso, Cesar e Henrique asseguraram o maior peixe do campeonato, pego na primeira etapa paulista (Pirarucu de 40,700kg) e levaram para casa o troféu e mais dez mil reais!

Na briga pelo título, a tensão continuou até os minutos finais. Quando a prova encerrou, todos já sabiam: ninguém havia alcançado Fillipe e Victor, em um dia com mais de 80kg de peixes capturados!

Fillipe e Victor são os grandes campeões do CBP 3!

Em segundo, Adan Santos e Marcelo, com um grande campeonato! Eduardo e Benedetti fecharam o pódio desta finalíssima!

PARABÉNS A TODOS OS PESCADORES!

O 3º Campeonato Brasileiro em Pesqueiros contou com o apoio de Buffalo Motores, Hughesnet, Quisty, Albatroz Fishing, Jem Comercial, Maruri Fishing, RepeMax, Cloter Rytos, Dewar, Life K, Lumis, MX PESCA, Patola e Pegando Gigantes.